quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


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COMUNIDADE PHA NO ORKUT - DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO

Este é o Link da PHA:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=47478217

Jorge
Educação: O que fazer?

Desde criança ouço dizer que para termos um país melhor, deve-se melhorar a educação.
Os políticos, de todos os partidos, sempre usaram isso de forma demagógica em suas campanhas.

Um dos mais grosseiros exemplos de uso demagógico do tema apresento abaixo:
Em 23 de setembro de 2006, o então candidato ao governo do estado, Sérgio Cabral Filho, mandou para casa dos profissionais da educação, uma carta se comprometendo resolver a maioria dos problemas que a categoria e seu sindicato, denunciam há muito tempo e nada é resolvido.
A carta tem como abertura a reprodução de um cartaz da campanha com uma foto do sorridente candidato que afirma o seguinte: “Como candidato a Governador do Estado, elegi como prioridade no meu governo a educação,...”
Logo abaixo, com a maior cara de pau, o candidato lista sete pontos da histórica pauta de reivindicações da categoria e assume o compromisso de resolvê-los.
Cabral encerra o texto dizendo: “Conto com seu voto para Governador. O meu compromisso é o de fazer da educação do Estado do Rio de Janeiro um modelo para todo o país".
Proponho esse tópico com a esperança de que o mesmo seja levado a sério e que postem neste, propostas que contribuam com a reflexão e o debate que o tema exige.
Vamos mostrar aos políticos que nós membros dessa comunidade não perdemos tempo só com picuinhas políticas, com abobrinhas e que temos condição e interesse de tratar de coisas sérias.


Zenaide

Gente.... Independente de governos, ou partidarismos, nosso problema com a educação é histórico.........quanto aos programas governamentais implantados como o bolsa-escola, por exemplo, e progressão continuada.....enfim, esses projetos na realidade, não são reformas necessárias à educação e sim uma forma de maquiar realmente a situação, pois esses programas apenas aumentam o numeros de alunos nas instiuições e diminuem as reprovações....portanto, sem mexer na sua base, na sua estrutura. O que eu pergunto ....é: Qual a qualidade dessa educação ? O que estamos ensinando ? Existe um incentivo, um estímulo, um preparo desses profissionais da área ? Reclamamos do Governo, reclamamos do salário, reclamamos da família, do aluno, do sistema........Mas é nós......nós estamos fazendo nossa parte ? A Educação ao meu ver, é um problema que envolve a todos, toda a sociedade, portanto, cada um tem que fazer o seu papel da melhor maneira possivel como educadores, e como cidadãos, pais e alunos. Conscientizando, a partir do momento em que as pessoas tiverem consciencia de seus direitos e que desenvolverem mais seu senso crítico, creio que as coisas começarão a melhorar, e pode ter certeza que essa mudança não virá DE CIMA PARA BAIXO, pois para as autoridades, quanto mais ignorante a população for, mais manipulável será............pois analfabetos FUNCIONAIS, é o que mais gera lucro, afinal, representa mão-de-obra barata e abundante. Essa é a mentalidade dos dirigentes brasileiros desde nossa Colonização.

Claudeci

Achei muito interessante trazer o tópico de volta, pois todos apontam a educação como uma das possíveis soluções para os nossos problemas políticos e sociais, mas poucos se interessam em saber quais são realmente nossos problemas e nossos avanços em matéria de educação.

O tópico sugere busca de soluções, entretanto penso que para se encontrar soluções precisamos discutir a quem cabe a responsabilidade de melhorar a educação.
Pensando nisso elegi 5 responsáveis: o poder público, os profissionais da área, a sociedade, a família e o aluno.

Vou tentar descrever as responsabilidade de cada um em forma de interrogações a fim de instigar respostas e mais questionamentos.

Beto Mafra

Que tal ler o Milton Santos? Uma das teses dele é que a revolução virá da base para o topo.

Assistam ao filme do Sílvio Tendler, "Encontro com Milton Santos"(2006).

É pelo caminho da união das indignações individuais que poderemos chegar a mudar alguma coisa.
E a citação do Paulo Freire foi fantástica.

Parabéns pelo tópico e pelo debate.

sábado, 16 de agosto de 2008

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PASSEATA LEVA MAIS DE 3000 SERVIDORES AO PALÁCIO GUANABARA

Mais de três mil servidores do estado foram em passeata do Largo do Machado até o Palácio Guanabara, nesta quarta-feira 13 de agosto, para cobrar as promessas do candidato Sérgio Cabral, até agora não cumpridas pelo governador.
A passeata foi bloqueada pela PM que reteve o caminhão de som sob o viaduto da saída do Túnel Santa Bárbara sobre a rua das Laranjeiras.

Isso deu um nó no transito, com reflexo em toda a cidade, porque os militantes sentaram nas ruas até o Palácio liberar a passagem do carro de som para a passeata seguir o roteiro pré – estabelecido e chegar à frente da sede do governo.

Mais uma vez o governador não recebeu os representantes dos servidores e a passeata fez o caminho de volta ao Largo do Machado.

Em 23 de setembro de 2006, o então candidato ao governo do estado, Sérgio Cabral Filho, mandou para casa dos profissionais da educação, uma carta se comprometendo resolver a maioria dos problemas que a categoria e seu sindicato, denunciam há muito tempo e nada é resolvido.

A carta tem como abertura a reprodução de um cartaz da campanha com uma foto do sorridente candidato que afirma o seguinte: “Como candidato a Governador do Estado, elegi como prioridade no meu governo a educação,...”

Logo abaixo, com a maior cara de pau, o candidato lista sete pontos da histórica pauta de reivindicações da categoria e assume o compromisso de resolvê-los.

Ele encerra o texto dizendo: “Conto com seu voto para Governador. O meu compromisso é o de fazer da educação do Estado do Rio de Janeiro um modelo para todo o país.

Veja a carta na íntegra em; www.seperj.org.br




























De volta ao Largo do Machado
Prontos para reprimir









Com as mãos nas bombas e nos
sprays do famigerado gás de pimenta,
PMs observam a manifestação dos
servidores

sábado, 5 de julho de 2008

A GREVE DOS EDUCADORES DE SÃO GONÇALO








D. Ivone Reis:
"Quero escola
boa para o meu
neto e exijo
que respeitem os professores"


Os educadores de São Gonçalo promoveram, em 2 de julho, o enterro simbólico da prefeita Aparecida Panisset e, em assembléia, mantiveram a greve da rede de ensino da cidade.
Mais uma vez, como acontece desde o início da greve há mais de 60 dias, os profissionais da educação de São Gonçalo voltaram às ruas para protestar contra o descaso e o desrespeito do governo municipal.

A passeata, em clima de cortejo fúnebre, saiu da Praça Zé Garoto e parou na porta da prefeitura onde os profissionais colocaram um caixão preto simbolizando o enterro da prefeita Aparecida Panisset.
De lá, seguiram até a Escola Presidente Castelo Branco onde instalaram a assembléia que votou a continuação da greve.
Participando de tudo, estavam algumas mães de alunos e a D. Ivone Reis, de 68 anos, avó de um aluno da 8ª série de uma escola da rede.
Para D. Ivone, que com outras mães, participou na semana anterior de uma reunião com o secretário de governo, Sr. Paiva, os profissionais estão certos e tem mesmo é que protestar.
Indagada sobre o que achou da reunião com o secretário, a vovó Ivone respondeu:
“Achei uma pouca vergonha do secretário e da advogada da prefeitura. Estou do lado dos professores e achei feio o secretário se recusar a permitir que a professora Alice participasse da reunião com a gente. Só depois que nos recusamos a conversar com eles sem a presença da professora, eles a deixaram entrar.
Achei pior ainda, a pressão que fizeram para que a professora Alice, naquele momento, aceitasse a proposta do governo a revelia de seus colegas de profissão.
Não aceito a conversa da tal advogada de que a prefeita está reformando as praças para as crianças brincar por que praça não substitui as escolas."